Em outro momento, algo que parecia ser uma moça (ou moçx, se preferirem), também em posição canina, impedia a passagem de alunos em um dos corredores dos blocos do CCHLA. Ao que parece, nos vídeos amplamente divulgados nas redes sociais, ninguém chamou a polícia ou chegou a intervir, o que sempre foi muito estranho naquela região do CCHLA.
Me graduei e me pós graduei em universidades federais. Hoje sou professor de uma instituição federal, o IFRN, e quem me conhece sabe como prezo pelo meu trabalho e pela instituição que obtive meus títulos (neste caso, UFPB e UFPE). Nesses quase 15 anos de vida acadêmica, já vi a polícia federal entrar na universidade para resolver questões relacionadas a roubo de equipamentos de informática, assaltos a alunos e, inclusive, para apurar crimes sexuais, mas é difícil você ver a lei sendo aplicada quando se está nos entornos da Praça da Alegria, onde ocorreu tal "manifestação artística".
Não é necessário ser um frequentador de museus e ou de exposições de arte para entender que há algo muito errado: a referida "exposição" faz parte do cerne da desconstrução que muitos teóricos estudados naquele centro defendem. Teóricos esses que são tidos como pedra angular das discussões filosóficas e ideológicas de alguns discentes e docentes.
Quem trabalha ou estuda nas instituições federais precisa fazer uma autocrítica sobre o que vem ocorrendo em nossos campi. Estamos abaixo da lei. Todos os nossos campi, centros e departamentos estão abaixo da lei. Existem doutrinadores, sim, que estão transformando nossos espaços há muito tempo em um espaço de desconstrução radical e intolerante a todo e qualquer costume e valor de herança judaico-cristã. Essa desconstrução inclui a própria ordem vigente: desconstruir a ordem é o que gera a passividade em não intervir e em, sequer, chamar a polícia. Mais do que isso: desconstruir a ordem faz com que a própria polícia não se sinta à vontade para agir nesses espaços "gramscianos".
Esses espaços, infelizmente, são partes de um Brasil que à conta gotas tem sido construído pelos últimos governos. É bem verdade que essa desconstrução vai além de terra brasilis. Existe uma agenda mundial nesse sentido, mas o que é mais estarrecedor é que essa agenda seja defendida, mesmo que inconscientemente (ou não), por cristãos genuínos. A luta tal qual proposta por Marx e Engels, reescrita sob a tímida e poderosa inteligência de Gramsci, alcançou seu auge nos tempos modernos: cristãos estão, paradoxalmente, no mesmo time dos que defendem a desconstrução do cristianismo.
Não dá mais pra ficar em cima do muro vendo o circo ser montado!
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[1] - Notícia sobre o ocorrido aqui

