domingo, 26 de abril de 2020
Seis fatos para você não continuar defendendo Bolsonaro depois da saída de Moro
A saída de Sérgio Moro do governo Bolsonaro demonstrou não somente a crise insustentável que paira sobre Brasília, mas também que assim como a imprensa tenta nos enganar com suas fakenews, esse pessoal que está no poder faz o mesmo. Por exemplo, enquanto Carla Zambelli, deputada bolsonarista, implorava para que Moro permanecesse no governo, a mesma tuitava que a mídia estaria "pregando uma peça" ao país e culpando a mesma mídia pela queda nas bolsas.
Foi desnudada, então, através da coletiva do então ministro, a hipocrisia de um governo que foi eleito não somente com um discurso anti-corrupção, mas especialmente fazendo mal uso de uma (suposta) moral cristã. Além disso, claro, a coletiva evidenciou mais uma vez como o petismo e o bolsonarismo são faces da mesma moeda.
Adianto, aos precipitados, esse texto não é uma defesa a Moro. Penso, inclusive, que o nosso mal é sempre querer depositar em uma figura política a redenção do país. Moro não pode ser o novo Lula nem o novo Bolsonaro, ou Baalsonaro, como queiram. O que passo a lembrá-los, e que gostaria que refletissem, são fatos que vêm ocorrendo ao longo do governo que demonstram que, ao contrário do que o mesmo se propunha, ele não somente é um governo imoral, como é, também, corrupto.
Vamos aos fatos. Primeiro, Bolsonaro quis mudar o diretor geral e superintendentes da Polícia Federal com único e real objetivo de beneficiar a si próprio e os seus. Muitas são as razões para isso, razões essas que vêm não somente se confirmando com o passar do tempo, mas foram ainda reforçadas com a coletiva do ex-ministro. Essas razões, inclusive, se misturam aos fatos.
Segundo, Bolsonaro está evidentemente preocupado com as denúncias contra Carluxo, seu filho 02. A preocupação diz respeito tanto ao assassinato de Marielle quanto ao suposto gabinete do ódio. Quanto a Marielle, é inevitável lembrar do discurso do presidente logo após a coletiva de Moro e seu comentário digno de um presidente conservador sobre seu filho 04, o Renan, aquele que acabou se envolvendo em tudo isso por ter sido o "comedor" do condomínio.
Por falar em discurso do presidente, vamos ser sinceros, o que foi aquilo? Me parecia mais uma aglomeração de imbecis tentando dar credibilidade a uma fala infantil, tola e voltada, tão somente, para uma turma de alienados que (ainda) lhe resta. Assistir um discurso daquele, perdido, desconexo e pueril, me trouxe a mesma sensação que tinha quando ouvia a ex-presidente Dilma: "Eu ajudei, com meu voto, a colocar essa anta acéfala no poder".
O gabinete do ódio, por sua vez, tem sido objeto de fala de vários ex-aliados de Bolsonaro, especialmente aqueles que foram vítimas das difamações partidas do "setor" chefiado pelo filho 02. Além de calúnia, difamação e injúria serem crime em nosso código penal, quando elas partem de servidores públicos, utilizando-se recursos públicos, o problema aumenta e passa a ser corrupção.
Uma explicação breve sobre o tal gabinete do ódio: é relativamente simples criar (e identificar) robôs nas redes sociais, especialmente Twitter. Se você não sabe pra que serve o tal robô e continua achando isso irrelevante em todo esse contexto, compreenda o seguinte: eles impulsionam assuntos específicos, ajudam a construir narrativas (e destruir), ajudam a influenciar pessoas e funcionam de forma semelhante aos anúncios de produtos que vemos em nossas redes sociais. Na teoria das redes, chamamos esse efeito, inclusive, de Efeito Mateus, em referência ao capítulo 25, versículo 29, do evangelho bíblico. Isto, porque, em linhas gerais, quanto maior a visualização de um assunto, um tópico ou uma pessoa, mais visualização o assunto, o tópico ou a pessoa terá.
Terceiro fato, Bolsonaro está preocupado, sim, com o curso das investigações sobre as últimas manifestações que o mesmo participou. O que seria uma simples homenagem ao exército se tornou, com apoio claro do presidente, uma alusão à ditadura e, especialmente, ao AI-5. Engana-se (ou, talvez, mente) quem diz que Bolsonaro e pessoas do governo não incentivaram os atos. O incentivo não somente aconteceu antes dos mesmos, como há fotos e provas que houve omissão e silêncio durante o evento. Omissão e silêncio sobre um ato institucional antidemocrático proveniente, justamente, do representante máximo de um estado democrático.
Em quarto lugar, como se não bastasse, até aqui, o envolvimento de dois de seus filhos com tudo isso. Bolsonaro está preocupado, ainda, com as investigações relacionadas ao seu filho Flávio Bolsonaro e essa é a razão de tanto ele querer substituir o superintendente da PF do RJ: proteger, mais uma vez, o Flavinho. E claro, dentre as várias tentativas anteriores está o acordo de Bolsonaro com Toffoli, que indicou o nome do atual Advogado (ou Pastor) Geral da União.
Quinto, Bolsonaro JÁ nomeou o novo Diretor Geral da Polícia Federal e o fez, exatamente, sob a tutela de um de seus filhos investigados. Isso mesmo, o Alexandre Ramagem, atual DG da PF, é amigo de Carlos Bolsonaro.
Além de proteger interesses pessoais (não republicanos), a troca de chefes da PF demonstra uma clara interferência política conforme dito pelo próprio Moro e confirmado por Baalsonaro (ops, Bolsonaro) em seu insano pronunciamento. Bolsonaro não é contra o sistema, Bolsonaro faz parte dele. A escolha de um Diretor Geral da PF que esteja submisso ao presidente é tão grave quanto o presidente escolher um PGR que também esteja submisso ao mesmo. E Bolsonaro fez, exatamente, as duas coisas.
Por fim, Bolsonaro é esquema. Bolsonaro é sistema. Bolsonaro é centrão. Bolsonaro é Maia. Bolsonaro escolheu Maia para presidência da câmara e sua base aliada votou em peso nele a mando do presidente. À época, existiam boas opções, como Marcel Van Hattem, que foi amplamente ignorado por aqueles que dizem ser a "nova política". Aparelhar o segundo escalão com figuras como Arthur Lira, Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto um dia antes de demitir o Valeixo foi um sinal claro de que Bolsonaro é o que sempre foi: a velha política.
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sábado, 4 de abril de 2020
O Jejum de Bolsonaro
Durante a entrevista do presidente Bolsonaro à Jovem Pan, ao vivo, duas coisas me surpreenderam. Primeiramente, a quasi-demissão do Ministro da Saúde Luiz Mandetta ao vivo. Segundo, o chamamento do presidente especificamente aos "ministros evangélicos" para o que seria um jejum nacional.
A primeira coisa que me surpreendeu e é obviamente absurda. É fato indiscutível. A segunda não deveria, mas é absurda também e a minha intenção com esse texto é, exatamente, trazer uma reflexão sobre os porquês que eu entendo ser absurdo esse chamamento específico aos "líderes evangélicos".
1) Não vivemos em uma TEOcracia. É insanidade, loucura, é heresia acreditar que um presidente eleito DEMOcraticamente pode fazer uma CONVOCAÇÃO para alguma prática religiosa. Uma SANTA convocação, então, nem se fala. Vergonha alheia dele e de quem segue;
2) Como não vivemos numa TEOcracia, o presidente não é um representante de Deus. Deus escolheu Bolsonaro tanto quanto escolheu Temer, Dilma, Lula, FHC e todos seus antecessores (leia Romanos). No sentido bíblico, se até Pilatos foi escolhido por Deus para ter autoridade (leia os evangelhos), avalie Bolsonaro;
3) Ter tido o apoio de cristãos durante as eleições para justificar uma SANTA CONVOCAÇÃO para jejum é tao significativo quanto ter sido batizado por Silas Malafaia ou ter "Messias" no sobrenome. Ou seja...;
4) Conclamar "líderes evangélicos" é apelar ao apoio de parcela da liderança e de crentes comuns que tem prestado-lhe apoio cego e acrítico. A conveniência com um governo corrupto e imoral é demoníaca, divide a igreja e tem pregado uma redenção meramente humana. A teologia bolsonarista está bem semelhante à teologia da libertação: a primeira tem tornado a cruz um mero detalhe em nome do anti-petismo e conservadorismo às avessas; a segunda, como todos sabemos, tornou a cruz periférica em detrimento de obras sociais e outras coisitas más;
5) Não passe a vergonha de comparar esse jejum com outros jejuns bíblicos determinados por Deus através de reis ou rainhas: não se compara. A não ser que você esteja se referindo ao jejum de Jezabel (leia I Reis). Aí sim...;
6) Bolsonaro e Lula são faces da mesma moeda no populismo: Lula é o populista de esquerda, que se apropria das ideias progressistas e dos movimentos sociais mesmo que não tenha nenhuma simpatia por eles. Bolsonaro se apropria de valores que não comunga e faz uso, inclusive, do pior do populismo: o religioso. Bolsonaro pode até ser casado com uma protestante, mas o guru dele odeia o protestantismo;
7) A ausência de críticas por parte da igreja evangélica ao governo atual que trata a crise como fantasiosa é uma afronta à história do protestantismo tanto pela raiz de nossa denominação, como pelo valor que sempre demos à ciência. Seguir cegamente um presidente que favorece o achismo em detrimento da ciência é cuspir na história protestante;
8) Várias igrejas ao redor do país já têm feito campanhas de jejum e oração. Se você não iniciou a campanha com alguma igreja e agora pensa em iniciar por causa da "SANTA CONVOCAÇÃO", me perdoe, mas você está lendo a bíblia errada e servindo a um anti-cristo. Se arrependa e sirva a Jesus.
9) Se seu pastor ou sua igreja vai seguir a SANTA CONVOÇÃO, cuidado: você PODE ESTAR seguindo um FALSO PROFETA. Reflita a respeito. Mude enquanto é tempo. Cuidado com a operação do erro lá de II Tessalonicenses.
10) Bolsonaro usa, frequentemente, João 8:32 sem saber, exatamente, do que trata a VERDADE daquele texto. Faz o mesmo com o texto bíblico da SANTA CONVOCAÇÃO quando não observa que Deus ouve nossas orações quando NOS HUMILHAMOS e NOS CONVERTEMOS DOS MAUS CAMINHOS.
Dito tudo isto, cuidado para seu jejum não virar apenas uma dieta. Não passe fome a toa. Isso não é um indicativo que não devemos jejuar amanhã, mas não o faça por causa da SANTA CONVOCAÇÃO do presidente. Leia a Bíblia!
Bruno Moreno
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Família Santos em Missões
Amigos, gostaria de lhes contar a história de uma família que deixou João Pessoa, na Paraíba, para ir à Alemanha servir ao Senhor. Falo de Walter, Rapha e seus filhos (Rebeca e Caleb).
Walter e Rapha são missionários em tempo integral e têm servido ao Senhor através da JOCUM (Jovens Com Uma Missão), que é um movimento internacional empenhado na mobilização de jovens de todas as nações para a obra missionária.
O trabalho missionário deles em tempo integral se iniciou durante a crise migratória de refugiados na Europa em meados de 2015. Desde o início daquela crise, Walter e sua família têm contribuído com a JOCUM da cidade de Bad Blankenburg com diversas atividades, seja na recepção, no acolhimento, asilo, alimentação, assessoria para questões diversas e primeiros socorros.
Tem sido um trabalho extremamente desafiador em várias áreas, pois eles lidam com pessoas em situação de vulnerabilidade social de diversas faixas etárias e provindas de culturas muito distintas. São idosos, adultos, jovens e crianças que, por vezes, são órfãs. É através do trabalho de Walter, Rapha e tantos outros missionários que essas pessoas encontram apoio material (moradia, roupas e alimentos), social (amigos, conversas) e profissional. No entanto, a parte mais importante desse trabalho é o apoio que os missionários dão no alimento espiritual, por meio das visitas aos lares, aconselhamento, ensino da Palavra e pregação do Evangelho do Reino.
A crise atual, da pandemia do COVID-19, tem impactado diretamente na manutenção de vários missionários ao redor do mundo; e, infelizmente, com Walter e sua família não tem sido diferente. Recentemente soubemos que um de seus principais mantenedores perdeu o emprego e não poderá mais ajudá-los com o aluguel mensal da moradia deles. É por isso que estou me chegando a vocês: gostaria de reunir o máximo de pessoas possível para manter, mensalmente, essa família querida. Qualquer ajuda é bem vinda. O aluguel deles custa 440 euros, o que dá aproximadamente R$ 2.500 reais, a depender do câmbio do dia. Temos fé de que conseguiremos uma quantia maior do que essa para ajudá-los ainda mais.
Assim funciona a fé: "ela é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hebreus 11:5). Cremos que esta pandemia é o tempo propício de exercitarmos nossa fé não somente em confiança em Deus e arrependimento de nossos pecados, mas também realizarmos aquilo que o Apóstolo Paulo sugere que façamos em Romanos 10:14: se não podemos, por nós mesmos, anunciar o evangelho que traz novidade de vida, a um povo específico, podemos enviar.
A ajuda pode ser feita a partir de R$ 10,00 mensais. Se você não puder fazê-lo, nós compreendemos perfeitamente. Pedimos, de coração, que você ore tanto por essa família como, também, que consigamos ultrapassar a meta dos R$ 2.500,00 mensais. Pedimos também que você compartilhe esta mensagem com pessoas que possivelmente podem colaborar.
Além de orar e de compartilhar esta mensagem, você também ajuda se divulgar o trabalho de Walter como Designer a possíveis interessados: https://www.behance.net/wmoriah. Esses são apenas alguns dos trabalhos de Walter que estão presentes em seu portfolio:
Nós, que assinamos logo abaixo e que estamos organizando esta campanha, estamos cientes de que pessoas mal intencionadas podem usar esta mensagem, bem como nossos nomes, para realizar os maus desígnios de seus corações. Diante disso, pedimos duas coisas. Primeiro, que você compartilhe esta mensagem, realmente, com quem possivelmente pode colaborar. Segundo, publicamos esta mensagem na íntegra no site a seguir para que você, que queira colaborar, possa verificar se confere com a original. Verifique aqui: https://bnmoreno.blogspot.com/2020/04/familia-santos-em-missoes.html.
Muito Obrigado!
Organizadores da campanha:
Bruno Moreno
Mayara Moreno
Danillo Vita
Isabel Azevedo
Nilsara Oliveira
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Seguem os dados bancários de Walter:
Nome Completo: Walter Araújo dos Santos
CPF: 252.625.878-28
Banco do Brasil
Agência: 1234-3
Conta: 34.116-9
Banco Nu Pagamentos S.A. (código 260)
Agência: 0001
Conta: 86637975-3
N26 BANK (Banco Alemão)
IBAN DE93 1001 1001 2623 6239 73
BIC NTSBDEB1XXX
PAYPAL: www.paypal.me/familiasantos
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