Hoje encontrei essa pérola no livro devocional que minha mãe usa há anos, um best-seller chamado Mananciais do Deserto (tem disponível na Amazon). Achei o texto muito oportuno pra nossa geração, que faz de tudo pra aparecer. Somos a geração que tem colocado pra fora, sem nenhum pudor, toda essa vontade não somente de ser visto, mas de sair do anonimato inclusive nas questões em que menos devemos aparecer, como na espiritualidade. O querido Rodrigo Bibo chama essa espiritualidade exposta nas redes de "espiritualidade circense".
Acha exagero? Basta lembrar de pessoas que fazem vídeos filmando a si mesmas enquanto oram ou aquelas que publicam suas ações nas redes. Não estou dizendo com isso que precisamos viver no anonimato, aliás, "não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte, nem se acende uma candeia e se coloca debaixo de um alqueire" (Mt. 5:16-17), a questão é: o vaso de barro não pode parecer ser mais valioso que o tesouro que ele guarda (2 Co. 4:7). Ou a vida de Cristo é obra de Cristo através de minha vida ou ela é um exercício de atuação (roubei essa frase de um podcast do Bibo Talk).
Precisamos fazer nossas obras não para que os outros vejam, porque se esse for o objetivo, nossa recompensa são apenas os views, likes, comentários e os compartilhamentos (Leia Mateus 6).
Por fim, não sei se a tradutora anônima é viva, mas ela continua nos abençoando.
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